O futuro do jardim – Prospecta Recife

04.09.18

No dia 28 de agosto de 2018 ocorreu na biblioteca da Universidade Federal de Pernambuco o Prospecta-Recife, uma mesa redonda que tinha como objetivo discutir e fomentar ideias sobre o futuro do jardim. Esse evento foi organizado pela parceria do Instituto Futuro e o Laboratório Paisagem ambos pertencentes à UFPE.
O Prospecta-Recife tem como objetivo incentivar a interação entre os conhecimentos produzidos na Universidade para melhor contribuição acadêmica para com a sociedade. Esse evento é coordenado Instituto Futuro, que é um centro propulsor de reflexões humanistas e de investigação científica avançada, e tem como propósito elevar os padrões acadêmicos através de uma rede multidisciplinar para melhorar a relação academia-sociedade.

Com a temática sobre o futuro do jardim, a mesa redonda foi composta por professores de 4 áreas diferentes, com o intuito de aumentar e enriquecer o debate. Foram eles: Ana Rita Sá Carneiro, professora do departamento de arquitetura e urbanismo da UFPE; Felipe Campello, professor do departamento de filosofia; Marcus Alves, professor do departamento de ciências biológicas e José Mariano de Sá Aragão, professor do departamento de Engenharia Civil.

Em uma primeira etapa, foi construído o conceito de jardim a partir de cada perspectiva. Foram apresentadas definições, de jardim como um elemento vivo um espaço onde há predominância do verde, produto da organização da natureza feita pelo homem, público ou privado, trazendo benefícios ambientais e psicológicos para a cidade e pessoas, e que representa e constitui uma paisagem, podendo ser entendido como uma obra de arte, ou seja, possuindo um tempo próprio e texturas em sua composição. Também em um viés filosófico a figura do jardim é um espaço urbano mediador de afetividade. Em outras palavras, é um local onde o homem vivencia uma experiência estética e permite um reencontro do observador com a sua própria subjetividade, além do mais, é um recinto onde se partilha o sensível e devido ao ato de compartilhar algo, tem como atributo promover a comunicação e a sociabilização das pessoas.

Já em uma segunda etapa, foram apresentados dois tipos de jardim: o ordinário, definido como espaço de estima e constituído por cada pessoa no seu íntimo, e o jardim planetário, que traz os sentimentos de finitude da biosfera para o contato direto com a sociedade. Nessa mesma etapa surgiu a indagação sobre a cultura do afastamento dos jardins e nela nova reflexões sobre a conscientização e educação da sociedade em relação aos benefícios e características destes espaços verdes. É preciso educar e desmistificar que o jardim só dá trabalho.

Por fim, num debate final, foi levantada a questão sobre qual é a cidade ideal para vivermos e qual a função dos profissionais e técnicos na área para preservar esta cultura. Através desta pergunta foi-se construindo a ideia do futuro dos jardins e que este está estritamente relacionado com a maneira que a sociedade gera e se apropria destes espaços e no processo de conscientização da mesma em relação aos benefícios que os espaços vegetados podem trazer.

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